Mostrando postagens com marcador Artigo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Artigo. Mostrar todas as postagens

ARTIGO

A INDULGÊNCIA É LUZ

por Adelvair David - addavid@ig.com.br
Publicado no jornal “Folha Noroeste” da cidade de Jales-SP, em 20-06-09

A indulgência não é apenas a capacidade de conviver com as limitações alheias. É antes de tudo, um exercício de autoconsciência; é a busca da compreensão de si mesmo através do outro.
Pela dificuldade de aceitar-se, a pessoa tende a julgar e condenar tudo e todos que de alguma forma não vive como acredita ser o ideal.
O excessivo rigor em ressaltar as mazelas dos que vai encontrando pelo caminho, atesta que o denunciante traz na sua natureza espiritual desejos e anseios semelhantes àqueles que condena, apresentando postura puritana e hábil no próprio comportamento, com uma alma cheia de angustias, conflitos e incertezas, que necessita de urgente direcionamento.
O homem pleno é compreensivo e ponderado, pois que, não se vendo refletido nas imperfeições dos outros – embora ainda as possua – guarda a certeza de estar trabalhando para o seu crescimento, aceitando-se como é, aspirando ser melhor.
Quando se convive com os contrastes nos vários comportamentos humanos, aumentam-se as chances de avaliar, experimentar e identificar o progresso pessoal realizado e onde ainda existe a carência de melhoria.
Mais do que conviver em harmonia com todos, a indulgência é um aferidor de caráter, de valores. A maioria dos homens nobres de todos os tempos, ofereceu numerosas lições para o engrandecimento da humanidade, contudo, foi e é pelo grande coração, pela piedade e compaixão com que acolheram e acolhem o ser humano, que a caridade alcança o seu verdadeiro caráter, o de elevar os filhos de Deus a se reconhecerem como irmãos, que o são.


A INDULGÊNCIA É LUZ ACESA A ILUMINAR O PRÓPRIO CORAÇÃO.

ARTIGO

FAÇAMOS LUZ


por Adelvair David - addavid@ig.com.br



Porque o espanto e o alarde em relação ao mal que possamos sofrer? Em nós e nas nossas casas espíritas?; Não há nada de extraordinário nisto, como querem alardear alguns. Sempre foi assim... Jesus já nos advertia; Allan Kardec nos elucidou a obsessão; André Luiz nos mostrou na prática onde e como ela se processa...
Disse-nos Jesus: "Brilhe a vossa luz"!; Ensinou-nos Allan Kardec: " (...) é preciso fazer grandes esforços para domar nossas más tendências"!; Mostrou-nos André Luiz: "A hipertrofia do sentimento é mal comum em quase todos nós"!.Portanto, não é com informações fantasiosas, cheias de misticismos, desprovidas da mais singela lógica e que fere a razão, que iremos combater qualquer assédio possível de nos alcançar.Só podemos ter um entendimento a respeito disto, o que nos ensinou aquele que está acima de qualquer espírito ou autoridade nesta terra, a afirmativa do Mestre Jesus: "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei". Não existe trabalho, atividade espiritual, ritual ou qualquer outra parafernália que possamos utilizar que terá mais poder que o amor, como Ele nos ensinou. Se existe um mal, ele está dentro de nós, porque tudo o que nos alcança só o faz porque encontra ressonância em nossa intimidade.Estudemos as obras básicas da Doutrina Espírita e busquemos em André Luiz, que pelas mais respeitáveis mãos mediúnicas do Planeta de todos os tempos, deixou-nos um legado lúcido para o nosso crescimento e transformação.

Reflexões

COMPETIR E COMPARTILHAR

por Adelvair David - addavid@ig.com.br



Competir em princípio é instinto; está na natureza dos seres. Aperfeiçoa as espécies, garantindo-lhes entre outros fatores a sobrevivência. No homem lhe aprimora as aptidões físicas e intelectuais, desenvolvendo-lhe capacidades latentes, conferindo-lhe coragem e determinação para superar os próprios limites.

Competir é apresentar o seu potencial, fruto dos seus esforços, estudo, trabalho e dedicação, e só é negativo quando se abandona esta idéia para ver no outro um oponente, um adversário, mais ainda, um rival.

O conceito de que aquele que ganha em qualquer modalidade ou atividade humana é o melhor, é errôneo; sempre existirá um que superará o outro; o ganhador apenas mostra que naquele momento estava mais bem preparado para o intento. Quem alcança primeiro assume grande responsabilidade; deveria estar ciente de que não é o melhor, mas sim o que pode oferecer mais, estando mais desenvolvido naquela proposta que os seus iguais; deve sempre estender as mãos auxiliando, compreendendo que, quem tem mais deve dar mais. Afinal, disse-nos o mestre e Senhor Jesus: “(...) muito se pedirá àquele que muito recebeu.”

Compartilhar é mais do que dividir, é disponibilizar o bem que se possui para quem pouco ou nada tem; é oferecer-se prestativo para ensinar, orientar, educar; sentimento contrário ao egoísmo; dá sentido à vida de quem tem para se tornar alguma coisa ou a única opção de quem carece ter.

Compartilhar jamais será o ato de submeter-se, mas sim de participar junto, colocando em comum os valores amealhados no processo de crescimento moral, intelectual e espiritual; é ser probo, consciencioso.

Se o que se possui está acondicionado em celeiros íntimos ou exteriores inúteis, ouçamos o conselho da parábola: “(...) néscio, para quem ficará o que amontoaste?”

A única forma de perpetuar o que se tem é dividindo, para que fique no coração de quem recebeu para sempre.


É PRECISO CONQUISTAR COM AMOR, PARA COMPARTILHAR LIVREMENTE.

Artigo

Abaixo a cultura do gato de botas

Jane Maiolo


É comum realizarmos junto às crianças leituras que possam despertar ou mesmo desenvolver valores morais ligados ao seu cotidiano escolar, social e familiar. O compositor compõe uma música, e a sua obra está terminada. O escultor cinzela o seu mármore , a sua argila e um dia sua obra já acabada realça a beleza desejada por ele, o arquiteto desenha, projeta, trabalha para que a construção carregue sinais de seu talento. Assim também ocorre com o ofício de professor.Ele compõe suas aulas, cinzela com perfeita harmonia sua proposta pedagógica e espera como tantos outros profissionais ver seus sinais no comportamento dos alunos.
A questão moral é perfeitamente ligada à questão educacional, pois impossível conviver 200 dias letivos com crianças sem deixar algo de nós, e digo, o melhor de nós.

Há algumas obras literárias, contos, clássicos que considero altamente destrutivos dos valores morais e comportamentais que desejamos desenvolver,principalmente na Educação Infantil e Ensino Fundamental.
Um exemplo é a obra João e o pé de feijão, na qual o personagem principal coloca para ferver um caldeirão com água e despeja sobre o Gigante aniquilando-o , assim com tranqüilidade.
Na obra O Gato de botas outro absurdo,vemos um gato metido a espertalhão matar, trair ,enganar , mentir, usando artimanhas desonestíssimas para que se dono se de bem na vida,ou seja, a qualquer preço.
Gostaria mesmo que tais obras, na sua grande maioria traduções estrangeiras,fossem esquecidas ou relegadas para outros fins, que não os pedagógicos.
Escolher livros que tragam valores que possam enriquecer a conduta, comportamento e sentimento dos alunos é primordial nos dias atuais, quando cada vez mais estamos acuados, ameaçados, roubados e amedrontados por uma onda de criminalidade infanto-juvenil.
Alguns são apenas crianças ou adolescentes e já fazem roubos, planejam crimes com requintes de sabedoria.
Não reforcemos as tendências negativas que muitos já apresentam, mas que procuremos arduamente estabelecer valores como fraternidade,solidariedade, respeito,dignidade, honradez aos nossos alunos.
A Educação e principalmente os professores podem fazer a opção de formar Homens de Bem.
Urge atender e aceitar a proposta, que não é apenas pedagógica, para a renovação da geração que ai está chegando.


Profª da Rede Municipal de Ensino de Jales
Formada em Letras pela UNIJALES e
Pós-Graduada em Psicopedagogia pela F.E.F.

Artigo

O Livro dos Espíritos
Uma Porta Entre o séc. XIX e o XXI

por Plínio Oliveira

Sempre que penso no Livro dos Espíritos de Kardec, reflito muito sobre o contexto histórico, social e cultural em que a obra surgiu. De fato, é impossível compreender qualquer idéia fora do espírito do seu tempo.
Na década de 1850 ainda não havia luz elétrica (a primeira central surgiu em 1850, em Londres, à carvão, e tinha força para iluminar não mais que um quarteirão), não havia rádio, televisão, cinema, computador, internet, automóveis, aviões.
Era ainda o que a historiografia chamou de “Era Vitoriana”, menção à Rainha Vitória, que ampliou significativamente o colonialismo inglês.
A Europa pouco sabia das tradições religiosas das outras partes do mundo e, como efeito da noção vitoriana da supremacia racial do europeu sobre outros povos, sempre que se falava das crenças de não cristãos, era num tom de quase piedade, porque eram consideradas inferiores.
A Ciência engatinhava (e ainda engatinha).
Ainda não houvera Max Planc, Einstein, Freud ou Darwin e Karl Marx ainda não publicara “O Capital”, embora em 1848 já houvesse produzido o seu famosíssimo “Manifesto Comunista” ao lado de Engels.
Os Estados Unidos eram um país agrário, onde os desbravadores do Oeste andavam armados e chamavam os nativos daqueles territórios de “pagãos” ou “infiéis”.
No Brasil o Imperador lutava por introduzir o modo de vida europeu nos costumes brasileiros. Lembremos que antes da vinda da família real portuguesa para cá o idioma mais falado era o Tupi-Guarani. O português foi sendo lentamente absorvido, mas restaram muitas palavras como mandioca, Iguaçu, tapioca, peteca...
Foi num mundo assim, sem petróleo, sem chips, sem anestesia, e onde as instituições democráticas ainda estavam em formação, que Alan Kardec trouxe à luz uma obra cujo valor a história ainda não soube reconhecer, não apenas por tratar com seriedade de temas normalmente desprezados pelos religiosos e pensadores do seu tempo, mas principalmente por incorporar aspectos da verdade universal presentes noutras tradições religiosas, científicas e filosóficas, mas tidas como ingênuas ou exóticas pelo pensador europeu vitoriano.
O curioso é que esse caráter transdisciplinar de O Livro dos Espíritos não foi produto da pesquisa de campo de um estudioso de tradições orientais, como vemos acontecer muito nos dias atuais, mas da comunicação mediúnica de espíritos desejantes de reviverem o cristianismo primitivo – berço de verdades então esquecidas – que despertaram para o interesse dos religiosos ocidentais temas tão diversos como reencarnação, vida em outros planetas, intercomunicação com espíritos, corpos espirituais, realidade extra-física e muito mais.
O Livro dos Espíritos - e o Espiritismo como um todo - foi grande precursor de um tempo que ainda virá, onde, superados os limites que a tecnologia acabou por nos impor, veremos a verdade não mais como uma projeção de imagens numa tela de cinema a que assistimos passivamente, mas como a própria imagem da vida captada na retina de nossa alma.
Estudá-lo, apreciá-lo e cultivá-lo como um vigoroso marco de transformação do pensamento religioso ocidental é indispensável para aqueles que buscam a verdade.
Reconhecer sua transcendência, não obstante suas raízes oitocentistas, é forçoso para qualquer estudante de mente aberta.
O Livro dos Espíritos é um guia para quem deseja transpor a porta do século XIX para o XXI. Apenas se faz necessária a ressalva de que não o transformemos numa camisa de força conceitual, de modo a que, dentro de 100 ou 200 anos, seja necessário que venha um novo Kardec nos libertar de nossos dogmatismos.
É quase desnecessário dizer que, uma vez atravessada a porta, ainda haverá um longo caminho a percorrer.

Artigo

Ética, franqueza e felicidade

Por Jane Maiolo
janemaiolo@bol.com.br


Muitas vezes, nós seres humanos somos convidados ou mesmo convocados pela vida, a experienciar situações que nem sempre são eleitas em nosso coração como as melhores.
Somos criaturas plenamente afetivas e quando nos deparamos com esses turbilhões de sentimentos e emoções , somos obrigados a prestar contas revelando toda nossa intimidade e nem sempre conseguimos ser éticos, justos, francos diante dos desafios.
A franqueza, segundo o filósofo Victor Hugo não consiste em dizer tudo o que se pensa, mas em pensar tudo o que se diz.
Viveríamos num mundo melhor se realmente pensássemos antes de falar, agirmos ao invés de reagirmos, enfim viveríamos melhor se usássemos a ética para direcionar a nossa conduta.
Somos, não raras vezes, agentes ou fontes de discórdias, desequilíbrios, perturbações e nem nos damos conta desse triste fato.
A regra básica para se viver em um grupo, comunidade ou sociedade é respeitar o próximo, mesmo que os seus ideais não sejam os nossos. Mas onde poderíamos encaixar a felicidade nisso tudo?
A felicidade, esse estado de alma, que denuncia o nosso sucesso enquanto seres humanos é a meta almejada por todos nós.
Ninguém nasce ou luta para ser infeliz, pelo contrário, muitos ou todos nós buscamos, cada um a sua maneira, a felicidade em nossas vidas. Mas, por que será que não somos felizes?
O que nos impede de alcançar essa tal felicidade?
Se há algo errado com a nossa vida devemos questionar o nosso interior e buscar as respostas que queremos, sem nos enganar, sendo extremamente francos conosco mesmos.
Ser feliz envolve ética, franqueza, bom censo, dignidade, olhar bom...
Ninguém poderá se eximir diante de suas frustrações.
A vida nos oferece milhares de opções de sermos felizes e o que temos feitos atualmente em nosso favor?
Acordamos toda manhã e dizemos que hoje vamos ser felizes? Ou já acordamos mal-humorados porque temos problemas a resolver?
Alfredo D. Souza por muito tempo acreditou que sua vida só se tornaria vida de verdade após resolver todos os problemas, ao descobrir que o quê tornaria sua vida verdadeira era exatamente os obstáculos, desafios e problemas ,ele percebeu quanto tempo havia perdido.
Somos assim também, esperamos sempre resolver os problemas para começar a viver, esperamos os filhos crescerem, esperamos pagar a última parcela do carnê, esperamos nossa situação financeira melhorar, esperamos o Corinthians vencer o campeonato, esperamos chegar Sexta à noite, esperamos os dias de chuva passar...
A vida não é assim, a vida é tudo isso somado a esperança, ao amor, a ética, a generosidade que deve haver dentro de nós.
Ninguém pode desperdiçar a preciosidade da vida tentando aniquilar os que estão em melhor posição, ou aqueles que não representam nossos sonhos.
Ninguém que deseja ser feliz, pode querer a infelicidade dos outros.
Nos asseverou um dia o Nobre Pescador :"ilumina onde estejas" e não seja a treva, a escuridão, a sombra num mundo onde todos estão aguardado dias melhores.
Se queremos ser felizes, sejamos éticos, respeitando o próximo, sendo franco, pensando antes de falar ou agir e ajudando onde puder, para que a felicidade seja compartilhada com todos que estão ao nosso redor.
As lições para a felicidade estão em torno de nós, dentro de nós e acima de nós, não se faça indiferente diante das oportunidades que lhe são dadas.

Mostre a você mesmo de que lado você está. Não existe meio termo na vida.
Existe o bem e o mal, o sim e o não, a glória e a derrota, então é tempo de despertar e tomar o leme de sua própria vida . Porque você vai onde teus pés te levam e o teu coração te guia.
Pensa que você é a mais bela criatura, que existe para ser feliz e não mais ou menos feliz.
Acorde, pois a batalha pelo teu melhor apenas começou, acredite sempre que dias melhores virão e você é o responsável pela tua vida, tal qual ela é. Seja feliz, já é tempo.

Artigo

O Espírita e o Carnaval

por Adelvair David

addavid@ig.com.br

Em alto e bom som para todos os ouvidos diz a música... Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu.

Isto não é bem toda a verdade.

Atrás do trio elétrico vai também uma multidão de invisíveis e bem vivos, são espíritos arroaceiros, desocupados, zombeteiros, inconseqüentes e brincalhões; ainda presos às paixões humanas se aproveitam das festas onde os excessos de toda ordem permitem a exteriorização de comportamentos nada recomendáveis como alcoólicos, fumo, drogas, sexo, violência e outros disparates.

Há quem diga que ali vai apenas para festejar, se alegrar, porém, ninguém há que passando por um lamaçal dele saia sem se sujar.

O ser humano não está isento de paixões inferiores ostensivas ou discretas e estes festejos – se é que se pode definir assim - oferecem sintonia ideal para tê-las estimuladas; se sabe como se entra nestes ambientes conturbados, mas não se sabe como se sai dele; ninguém pode garantir-se em se tratando de tal comportamento; na terra nos nivelamos em humanidade sob os mesmos aspectos morais; uns mais outros menos, mas sofremos todos das mesmas deficiências. Melhor não arriscar.

Conhecedor da realidade nos dois planos da vida, o espírita necessita considerar o alerta de André Luiz: “A verdadeira alegria não foge da temperança”. (1)

(1) Do livro Conduta Espírita, Psicografia de Waldo Vieira.

Artigo

DESEJO SEGURO

por Adelvair David
addavid@ig.com.br

(1) Não basta que dos lábios gotejem leite e mel; se o coração nada tem com isso”(...)

Emergindo das entranhas do Ser, o desejo é força que mobiliza o espírito para a ação.

Atraído pelas inebriantes sensações dos sentidos, lamentam alguns as enrascadas ou problemas por onde se embrenharam, atendendo ao infrene desejo do prazer, mesmo que fugidio, que parecia ser impossível resistir.

O conteúdo emocional de cada pessoa está estruturado nos Seus sentimentos; se elevados e nobres, ações ponderadas e equilibradas; se inferiores, ações comprometedoras de graves conseqüências.

Parecer não é “ser”.

Acreditar no personagem criado é cair na própria armadilha.

Aquele que “é”, o será sob qualquer circunstância, sem esforço agirá com a energia do sentimento que lhe rege a vida.

Aparentar bondade fazendo-lhe apologia é perigosa viagem; é descida em encosta lodosa quase sem possibilidade de retorno.

Convites ou comportamentos podem parecer simples a princípio, ganho fácil, experiência tentadora, sucesso sem esforço, projeção pública imediata...

Uma vida construída sobre o frisson das emoções e ao abrigo dos desejos pode ruir a qualquer momento; ganhar sob tais circunstâncias é trocar em determinados aspectos a segurança na simplicidade para viver o resto da vida na amargura.

A deserção dos princípios melhores não vale o pódio sedutor. Edificar sem engano, só sobre a rocha da dignidade para consigo e com os outros, única que resistirá aos naturais desafios e intempéries da existência.

Melhor atender ao conselho do Mestre Nazareno: “todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha”...).

Para assegurar-se contra os equívocos dos desejos, convém buscar-Lhe os ensinamentos, rota inequívoca para quem quer chegar a lugar seguro, a salvo das derrocadas morais e materiais.

O desejo seguro é aquele disciplinado pela reta moral e pela razão. SÓ HÁ DESCANSO NA PAZ DA CONSCIÊNCIA.

(1)O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. 09, item 06)

Adelvair David é palestrante e expositor espírita, residente na cidade de Jales/SP.

Artigo

FIM DA AUTOPIEDADE
por Orson Peter Carrara
orsonpeter@yahoo.com.br

Sim, guardar o sentimentalismo numa gaveta inacessível e voltarmos a atenção para o sentimento... do próximo.
Olhemos em derredor.
Quem nos cerca? Quem são eles? Do que necessitam? Conseguimos identificar os sentimentos alheios, especialmente em suas carências, angústias e necessidades?
Eis o segredo do bom relacionamento. Parar com expectativas, encarar a realidade de si mesmo e voltar a atenção para os que estão próximos de nós. Especialmente os mais próximos.
Perdoar todos os dias, evitar cobranças e exigências, ser fiel às próprias crenças, obedecer ao coração, atentar para as leis humanas e divinas, pensar antes de agir e acima de tudo conhecer a si mesmo.
Eis uma síntese de equilíbrio e serenidade. Para si mesmo ou nos relacionamentos. Não enganar a ninguém, não mentir. Nas orações diárias organizar os próprios pensamentos e emoções.
Da identificação dos sentimentos, identificar também as necessidades, tantos próprias quanto alheias para, enfim, enriquecer a vida.É preciso também sempre lembrar que amigos queridos e amáveis do outro plano da vida nos cercam a vida com carinho e cuidado.
Aproximam-se de nós, diariamente, para inspirar boas idéias e soluções para nossos desafios. Para isso usam os meios possíveis: abrem uma página, supostamente escolhida ao acaso, oferecem diretrizes seguras em respostas que nem sempre compreendemos de imediato.
Estejamos, pois, atentos, a esse diálogo possível com a própria consciência e com as intuições dos amigos espirituais, sempre presentes. Atentos também à experiência humana à nossa volta, aprendendo a observar sem julgar, nem comentar, justamente para retirar as lições necessárias à própria caminhada.
Equilibremo-nos. Fujamos da autopiedade, da crítica ao próximo, do desânimo, da revolta, do medo e de outros sentimentos ou expressões de sentimentalismo, desnecessárias em sua maioria.Nas discussões, aprendemos a calar.
O silêncio poupa-nos de inúmeros dissabores. Compreendamos, em definitivo, que ninguém muda ninguém, mas podemos mudar a nós mesmos. Aprendamos a amar sem apego, nada exigindo de ninguém. E se queremos algo diferente, plantemos diferente para o amanhã. Não permitamos, enfim, que as ervas daninhas da descrença e da inconstância nos ameacem o esforço no bem.
E, finalmente, a orientação segura que não devemos perder de vista: se desejamos a felicidade, trabalhemos desde hoje na felicidade dos outros. Isto envolve relacionamento, tolerância, perdão, serviço ao próximo, esforço permanente de boa ação no bem de todos. E, sem dúvida, confiança na vida.
Somos todos criaturas muito amadas, carinhosamente acompanhadas da Vida Maior. Confiemos!Nota do autor: a presente matéria é adaptação, em transcrições parciais, da Conclusão, assinada pelo Espírito Carl, no excelente livro O Passado Vive em Nós, na psicografia de Grace Khawali, edição do Grupo da Paz, e disponível em nossas conhecidas distribuidoras.

Orson Peter Carrara é escritor e orador espírita residente na cidade de Matão.

Somente Hoje - CHICO XAVIER