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A Maior Marca de Ser Humano


Por André Gandolfo

andregandolfotenor@hotmail.com

A Ciência diz que nós somos muito semelhantes aos animais. Porém, há alguma coisa a mais que nos difere deles. Seria talvez a pinça que conseguimos formar com o indicador e o polegar, porque nenhum animal pode fazer isso. Seria talvez a razão, a inteligência? Sim talvez. Mas, há uma marca no ser humano que supera todas as outras: a Marca da Generosidade. É a capacidade que o ser tem de dar, ou doar daquilo que já possui para outrem que não o tem. Mas abrimos espaço a um parênteses: a generosidade só é generosidade quando brota dos sentimentos de amor e compaixão. Se ao realizarmos um ato não desprendermos algo de nós mesmos e impregnarmos neste ou naquele serviço o que não é doação, se torna obrigação e imposição, que flui do abismo da nossa ignorância, do nosso melindre, ódio, mágoa e por aí a fora. Quando um ante querido parte e desejou que seus órgãos fossem doados a alguém que os necessitasse e estes órgãos vão parar em pessoas que não conhecemos e temos a chance de salvar sua vida, é a prova viva de gratidão. Daí recordamos as sábias palavras que nos faz reflexionar: “Dá de graça, o que de graça recebeste”. A Força do Amor-Generosidade é uma força que supera as compreensões da matemática. Pois é algo que quanto mais você divide mais se multiplica. A generosidade é uma fonte fecunda.
"Não olvides que caridade é o coração no teu gesto."
Meimei

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TEXTO ANTIDEPRESSIVO


Quando você se observar, à beira do desânimo, acelere o passo para a frente, proibindo-se parar. Ore, pedindo a Deus mais luz para vencer as sombras.

Faça algo de bom, além do cansaço em que se veja. Leia uma página edificante, que lhe auxilie o raciocínio na mudança construtiva de idéias. Tente o contato de pessoas, cuja conversação lhe melhore o clima espiritual.Procure um ambiente, no qual lhe seja possível ouvir palavras e instruções que lhe enobreçam os pensamentos.

Preste um favor, especialmente aquele favor que você esteja adiando. Visite um enfermo, buscando reconforto naqueles que atravessam dificuldades maiores que as suas. Atenda às tarefas imediatas que esperam por você e que lhe impeçam qualquer demora nas nuvens do desalento.

Guarde a convicção de que todos estamos caminhando para adiante, através de problemas e lutas, na aquisição de experiência, e de que a vida concorda com as pausas de refazimento das nossas forças, mas não se acomoda com a inércia em momento algum.


ANDRÉ LUIZ

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PARA AUXILIAR


Seja onde for ou diante de quem for, compadece-te.

Ninguém se aproximaria de ti, no intuito de aumentar a carga dos próprios sofrimentos.

Há quem te busque na expectativa de obter uma fatia de pão ou alguma pequena parcela de teus recursos, no entanto, muito mais que semelhantes companheiros, outras criaturas te procurarão a companhia.

Esse amigo suposto privilegiado da fortuna, conquanto a conversação amena com que se distingue, aguarda de ti essa ou aquela frase de reconforto, em vista de trazer o coração retalhado de angústia diante da esposa, a exigir-lhe separação; outro que conseguiu engajar-se no poder, em dialogando contigo, indiretamente, roga-te palavras de amparo que lhe balsamizem as enfermidades ocultas; e ainda outro que se te afigura inteligente, mas frívolo, escuta-te as impressões em torno desse ou daquele assunto, ansiando receber-te algum apontamento que lhe arranque as idéias de delinqüência.

A mulher que te surge, à frente, adornada em excesso, estará procurando algum argumento que lhe evite a queda nas teias do suicídio e aquela outra que se te mostra, algumas vezes, maquilada em demasia, jaz talvez no serviço sacrificial com que mantém um filho no sanatório.

Ouve os que te busquem a presença ou a palavra, com bondade e simpatia.

Não te fixes no que te parece; medita naquilo que provavelmente se encontra por trás das circunstâncias a esmolar-te auxílio e comiseração.

Dispõe-te a compreender, a fim de que possas auxiliar.

Compadece-te de teus pais, de teus filhos, de teus irmãos, de teus amigos e adversários.

Conta-se que o Apóstolo João, o Evangelista, despendeu dilatados janeiros pesquisando as expressões exatas com as quais pudesse explicar a natureza de Deus, mas, em seguida, a esforço longo e gigantesco, encontrou a procurada definição nestas três palavras:- "Deus é Amor."

pelo Espírito Meimei - Do livro: Sentinelas da Alma, Médium: Francisco Cândido Xavier.

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RECONSTRUINDO O MUNDO
ATRAVÉS DE NOSSA RECONSTRUÇÃO INTERIOR


Alkíndar de Oliveira
(http://www.alkindar.com.br/)


Uma pergunta ao leitor: Entre uma pessoa que pratica o budismo há dez anos e um espírita que abraça o Espiritismo o mesmo período de tempo, qual delas tende a ter mais serenidade e paz interior?
Para que a provável resposta do leitor encontre guarida neste texto, exponho antes um assunto que a substancia.

Os meios de comunicação de todo o mundo têm noticiado constantemente que o Planeta tal qual o conhecemos está sendo destruído, conseqüência da tamanha exploração de seus recursos naturais. Se não preservarmos esses recursos (água, solo, vegetação) estaremos fadados à extinção. Descobrimos que os recursos naturais não são fontes das quais podemos usufruir indiscriminadamente. É preciso que haja maior conscientização e mudança de atitude de nossa parte em relação ao meio ambiente.

Precisamos passar por um processo de reconstrução desse nosso abençoado lar chamado Terra. E esta reconstrução do Planeta só se tornará realidade, se houver mudança na forma de pensar da maioria dos seus habitantes. Como é fato que mudança de pensamento implica em mudança interior, este é o caminho: trabalhar nossa mudança interior. Pois só assim atingiremos a mencionada conscientização, o que nos estimulará e nos obrigará a reconstruirmos nosso Planeta.

É em situação de crise que a oportunidade para nossa transformação interior se faz ainda mais presente. Como a crise mundial aí está, aproveitemo-la.
Este artigo tem por base alguns princípios transmitidos por espíritos superiores, dos quais a ciência já comprova sua existência. Para constatar a comunicação com espíritos e a reencarnação, verdades antigas, registradas até mesmo em passagens bíblicas, você deve se despir de preconceitos, ter “olhos para ver” e ousadia para buscar suas incontestáveis provas. Livros de Allan Kardec e de médiuns renomados internacionalmente como Francisco Cândido Xavier e Divaldo Franco, dentre outros, mostram essa realidade de forma inequívoca. Há também pesquisas atuais significativas sobre comunicação com espíritos, vida após a morte e reencarnação na literatura norte-americana. Por coincidência, o país mais afetado pela crise econômica mundial, que ao mostrar sua fragilidade, tem contribuído sobremaneira para a derrubada do alicerce materialista que tomou conta do mundo.
A Doutrina Espírita não veio para destruir religiões. O catolicismo, o protestantismo e tantas outras, não deixarão de existir quando decidirem ter como substratos o aspecto científico e filosófico do Espiritismo. Pelo contrário, a lógica da reencarnação irá enriquecê-las.

Não obstante, nós espíritas tenhamos a possibilidade do estudo contínuo da profunda literatura provinda dos livros de Allan Kardec, abraçando com ênfase o conhecimento espírita, não estamos fazendo dele a nossa redenção espiritual. Encantamo-nos com o conhecimento, mas, com honrosas exceções, esquecemos da prática. A fraternidade ainda não impera entre os próprios espíritas. Portanto, quem escreve este artigo não provém de um grupo composto de indivíduos espiritualmente desenvolvidos. Mas, sim, de um grupo que tem muito a aprender no quesito “prática” do que estudou e sabe, no entanto, ainda não incorporou esses conhecimentos. Fato que me deixa mais a vontade para escrever, pois faço parte da turma desses “imperfeitos”. Mas que buscam a melhoria pessoal a cada dia!

NOSSA DIFICULDADE EM EVOLUIR

Retornando a pergunta inicial: Entre uma pessoa que pratica o budismo há dez anos e um espírita que abraça o Espiritismo o mesmo período de tempo, qual delas tende a ter mais serenidade e paz interior? Antes de continuar a leitura deste texto, pense um pouco mais para responder.

Pelas experiências que fiz em alguns seminários, é grande a possibilidade de você, caro leitor, ter respondido que o budista é o que conseguiu maior progresso no campo da serenidade e da paz interior. E você está certo.
Mas, por que o budista consegue mais progresso do que o espírita, se o Espiritismo, pelo seu conteúdo ímpar, oferta-nos todos os ingredientes para também crescermos interiormente? A resposta é simples: nós espíritas nos especializamos no conhecimento, enquanto o budista especializou-se em seguir uma metodologia sustentada em atitudes de interiorização por meio da prática da meditação e da atenção plena. Daí o seu progresso. Todo crescimento exige método.
Em termos de conhecimento estamos muito bem. Mas nos falta seguir uma metodologia para vivenciarmos esse conhecimento, nesse ponto estamos ainda muito longe dos budistas. Como reverter esse quadro? É justamente o propósito deste artigo: mostrar uma metodologia altamente eficaz para desenvolvermo-nos interiormente aproveitando da benção que é o conhecimento espírita. Metodologia válida também aos que ainda não abraçaram os princípios espíritas, mas que estão abertos a novos conhecimentos.

UMA METODOLOGIA EVOLUTIVA QUE “CAIU DO CÉU”

A metodologia a que faço referência está no livro Seara Bendita, dos médiuns Wanderley Soares de Oliveira e Maria José de Oliveira e espíritos diversos, Editora Dufaux. Metodologia de caráter excepcional, ditada pelo amoroso espírito Eurípedes Barsanulfo. Disse o eminente educador: “Pugnemos por essa linha transformadora: cérebro instruído, coração sensibilizado, mãos operosas e grupos afetivos.” Essa metodologia concisa, objetiva e riquíssima, deveria ser intensamente divulgada, pois ela é “milagrosa”, sem abuso do termo.
Inseri essa metodologia nos treinamentos empresariais que ministro e obtive resultados surpreendentes. O processo sabiamente descrito pelo espírito Eurípedes Barsulfo pede que se trabalhe quatro itens. Minha dúvida, ao implantar o método, era entender qual seria a sequência ideal das quatro etapas. Por onde começar? Por onde terminar?
A primeira constatação que tive é que o indivíduo que tem o “coração sensibilizado” muito provavelmente já trabalha bem duas questões: “mãos operosas” e “grupos afetivos”. A pessoa sensibilizada, necessariamente, não precisa ter “cérebro instruído” para atingir essas metas. Quantas pessoas simples, com pouco nível de educação escolar, são sensíveis, trabalham em favor do próximo e são afetivas? Muitas, não?
Partindo desse princípio, percebi que o melhor caminho para atingirmos nossa evolução interior, seria primeiramente trabalhar o “coração sensibilizado”, pois a pessoa sensível estaria mais aberta para percorrer as outras etapas do processo. Contudo, o tempo ensinou-me que essa minha dedução era equivocada em termos de resultados efetivos.

O mestre Allan Kardec concluiu em seus estudos que a verdadeira aprendizagem precisa partir do “conhecido para o desconhecido”, pois só assim a pessoa aceita com mais facilidade dar passos diferentes. Desse modo, uma metodologia para ser eficaz precisa partir da valoração do que o educando já sabe.
Colocar como primeiro degrau o “coração sensibilizado” não seria partir do conhecido, mas, sim, do desconhecido. Afinal, pouquíssimas pessoas têm o coração realmente sensibilizado. Então, veio-me a seguinte reflexão: as pessoas constantemente estão em busca de conhecimento, seja para ostentar poder, seja realmente para se instruir, então, concluí que seria necessário começar o processo pelo item “cérebro instruído”. Passei a inserir em meus treinamentos a sequência: cérebro instruído, grupos afetivos, mãos operosas, coração sensibilizado, que se mostrou acertada.

Pude concluir que devemos partir do conhecimento, do estudo - nesse item nós espíritas somos craques –, depois devemos incentivar a interação em equipe, que são os “grupos afetivos”, mas não somente tendo os seus integrantes lendo bons textos e dialogando, mas também abraçando uma atividade prática solidária, por exemplo, a equipe cuidar de crianças carentes (“mãos operosas”) e, então, descobri nessas experiências que o último item (“coração sensibilizado”) não precisa ser trabalhado de forma específica, pois ele é a resultante, ou a feliz consequência, da ação dos três itens anteriores. Em outras palavras, um grupo que valoriza o conhecimento, que convive pacificamente, que faz algo prático e benevolente em conjunto, naturalmente desenvolve a sensibilidade, que é a grande conquista de um espírito em evolução.
Fiquei muito feliz com essa dedução, pois, conforme já sabido, nós espíritas infelizmente estacionamos no primeiro item: cérebro instruído e agora, pelas palavras de Eurípedes Barsanulfo, sentimo-nos impelidos a caminhar para bom convívio entre diversas pessoas (grupos afetivos), tendo um projeto comum sendo trabalhado pela equipe (mãos operosas), e consequentemente, conquistaremos a sensibilização (coração sensibilizado).

UMA FELIZ “COINCIDÊNCIA”

O grande poeta e dramaturgo inglês Willian Shakespeare nos legou uma frase significativa: “Há mais coisas entre o céu e a terra do que imagina nossa vã filosofia”. Usando sua poesia como inspiração, pode-se constatar uma coincidência relativa à metodologia descrita neste texto.
No início deste milênio a Unesco determinou os quatro pilares da educação para o século 21, a saber: aprender a conhecer; aprender a conviver; aprender a fazer; aprender a ser.
Pergunto-lhe, caro leitor:
“Aprender a conhecer” não tem a ver com o “cérebro instruído” que o educador Eurípedes Barsanulfo nos ensinou?
“Aprender a conviver” não tem a ver com “grupos afetivos”?
“Aprender a fazer” não tem a ver com “mãos operosas”?
“Aprender a ser” não tem a ver com “coração sensibilizado”?
Seria simples coincidência?

MAIS UMA FELIZ “COINCIDÊNCIA”

Teremos ainda mais eficácia na aplicação dos quatro passos se, tendo o conhecimento (cérebro instruído), alimentarmo-nos de um profundo “desejo de melhora”.
Um genuíno desejo de melhora nos estimula à convivência (grupos afetivos), e também a aceitarmos o outro, colocando-o em projetos comuns ou incluindo-o em nosso universo (mãos operosas), o que nos trará, como natural consequência, o bem-vindo “coração sensibilizado”. A seqüência “desejo de melhora – interiorização – transformação”, mais á frente desenvolvida, representa outra feliz coincidência, que se enquadra aos quatro itens da metodologia de Eurípedes Barsanulfo e também aos quatro itens da metodologia da Unesco.

OUTRA MEDOTOLOGIA EVOLUTIVA QUE “CAIU DO CÉU”
Caminhos Para Nossa Evolução


O texto a seguir, do espírito Ermance Dufaux, copiado do capítulo 19, do livro Mereça Ser Feliz (Dufaux), tem o mérito de explicitar detalhes de uma metodologia que nos leva a melhor compreensão do que até agora foi mencionado. Motiva-nos a priorizar o “desejo de melhora”, processo que alavanca o nosso desenvolvimento interior. Por fim, este artigo mostra as grandes “coincidências” que nos cercam, apontando um caminho sábio e seguro para a grande reconstrução interior de cada um de nós e, conseqüentemente, a tão sonhada reconstrução de nosso planeta.
Conforme mencionei, a seguir o texto do espírito Ermance Dufaux, com o qual finalizo este artigo:

Alteridade, uma palavra que merece atenção nos programas de educação.
Consideremo-la como sendo a singularidade alheia, o distinto, aquilo que é “outro”, a diferença que marca a personalidade de nosso próximo.
Nas abordagens filosóficas a alteridade tem conotações de rara beleza e profundidade demonstrando a importância da diversidade humana. Entretanto, interessa-nos mais de perto, seu enfoque ético na convivência.
O trato humano com a diferença, da qual o outro é portador, tem sido motivo para variados graus de conflitos e adversidades. Frequentemente, a dificuldade em manter a fraternidade com as diferenças e os diferentes tem ocasionado um lamentável fenômeno comportamental na sociedade; a indiferença. A indiferença é a negação da diferença; o outro não faz diferença nenhuma, é um bloqueio deliberado ou inconsciente ao distinto, àquilo que não é o “eu”. Não havendo disposição ou mesmo possibilidade de compatibilidade entre aptidões ou no terreno do entendimento, adota-se a exclusão efetiva como suposta solução para os embates do relacionamento. Leves agastamentos e decepções arrefecem as expectativas e as frágeis amizades levando muito facilmente as criaturas à mágoa e mesmo ao revanchismo.
Conviver é, de fato, um desafio. A humanidade terrena, nesse início do terceiro milênio, começa a se preocupar em delinear nos seus projetos educacionais a habilidade de “aprender a conviver” como um dos quatro magistrais pilares para todos os conteúdos das escolas do mundo (obs.: os quatro pilares da educação são “aprender a ser”, “aprender a fazer”, “aprender a conhecer” e “aprender a conviver”). Muito relevante essa medida, tomando por base que esse será o milênio do homem interior, em contraposição aos últimos mil anos que fundamentaram a era do homem exterior, o homem das conquistas para fora, sendo agora o momento das conquistas e vitórias íntimas: a era do amor falado, sentido e aplicado.
A indiferença provoca uma quase total ausência de solidariedade nas relações entre os homens. O egoísmo é o responsável por essa calamidade da vida humana, levando ao “esfriamento da sensibilidade” ante tanto desrespeito e violência.

Compreender as etapas da alteridade nos mecanismos afetivos, sob o prisma do progresso espiritual, é fundamental para procedermos a uma auto-avaliação de nossa posição íntima. Delineemos essas etapas do crescimento moral e espiritual em três: primeiro o desejo de melhora, posteriormente a interiorização e finalmente a transformação. Em cada uma dessas vivências dilata-se a consciência para uma concepção mais apurada daqueles que jornadeiam conosco no carreiro das experiências de cada instante. Em cada uma, a singularidade “daquele que é outro” toma uma conotação de conformidade com a maturidade afetiva e moral de cada um.
Antes de assinalarmos as características pertinentes a cada passo, deixemos claro que todo processo de mudança interior obedece a esse espírito de sequência natural. Sem desejo de melhora não existe motivação para quaisquer empreendimentos de renovação. Sem a etapa da interiorização não se deflagra o conhecimento fidedigno do trabalho a ser efetuado na intimidade de si mesmo. E a transformação é o resultado e o objetivo para o qual todos caminhamos na evolução. Esse dinamismo interior é processual e ninguém estagia em uma ou outra etapa separadamente. No entanto, para efeitos didáticos, analisemos o que costuma suceder-se na vida afetiva ao longo dessa caminhada, dentro da relação eu e o outro:

Desejo de melhora
Período em que nos ocupamos pelas ações no bem. Etapa marcada pelo conhecimento espiritual criando conflitos íntimos, impulsionando novos posicionamentos. A necessidade de mudança será proporcional ao nível de maturidade de cada criatura. Nessa fase o outro ainda é uma referência de incômodo, disputa e ameaça, quase um adversário para quem são dirigidas cobranças não suportáveis a si mesmo. Tal estado psicológico instiga o julgamento inflexível através da análise para fora. O principal traço afetivo e a simpatia pelos iguais, aqueles que pensam conforme pensamos, que esposam pontos de vista idênticos. Embora seja um instante de muita “convulsão” na meta de propósitos de vida, é quando o homem se define por uma nova opção de melhora com base na vida futura, na imortalidade e na ascensão. O convite ético de novos conhecimentos espirituais chega-lhe como consolo e também um abalo nas convicções. Mesmo o próximo não sendo ainda respeitado na sua diferença, trata-se do início da morte da indiferença. Apesar de não aceitar os diferentes, já se incomoda com eles, querendo modificá-los: um efetivo sinal de mutação na forma de sentir. Afetivamente não é uma postura ajustada, mas é uma estrada que se abre para superar a tendência de marginalização e impulso para repensarmos a nossa individualidade, até alcançarmos a interiorização.

Interiorização
Se na fase anterior a prioridade era a ação, aqui o aprendiz das questões do espírito volta-se para estudar suas reações íntimas. O conhecimento sai da esfera puramente intelectiva para o campo das reflexões sentidas, motivando a busca de estados mentais de harmonia. O “outro” promove-se à condição de espelho das necessidades de nosso aperfeiçoamento, uma extensão de nós próprios que deflagra o processo educativo; afetivamente toma a conotação daquele que nos leva a novos e mais elevados sentimentos. Esse é o estado psicológico da busca de entendimento e do autoconhecimento, uma análise para dentro. Há uma dilatação da sensibilidade para com a diferença alheia, seguida de mais intensa aceitação, disposição para o perdão e a concórdia. Começa-se assim a compreensão da importância que tem a diversidade de aptidões. O desigual passa a ser visto como alguém importante para o nosso crescimento pessoal. A maleabilidade, a assertividade, a empatia e outras habilidades emocionais passam a ser usadas com mais intensidade. Todas essas posturas sedimentam valores novos no rumo da transformação.

Transformação
Os valores interiorizados atingem o campo dos sentimentos, é a mudança real. O outro é alteridade, distinção; é o estado psicológico do amor em que a diferença do outro passa a ser incondicionalmente aprovada, mais que isso, compreendida com indispensável lição de complementaridade. Nessa etapa aprende-se não só a aceitar os diferentes como se consegue aprender com eles, amá-los na sua maneira de ser. É a etapa da felicidade. O outro jamais poderá ser motivo para decepções e mágoas. Ainda que as tenhamos saberemos como lidar bem com essas emoções. A autonomia e a liberdade não permitem amarras e dependência, opressão e sentimentalismo. Aprende-se o auto-amor e por consequência ama-se sem sofrimento, sem sacrifícios; ama-se porque o amor é preenchedor e isso, definitivamente, basta.
Jesus na Parábola do Semeador, quando fala dos vários terrenos em que foram distribuídas as sementes, deixa-nos um tratado sobre a alteridade e suas etapas. Os solos da narrativa correspondem aos níveis evolutivos em que cada qual dará frutos, conforme suas possibilidades.

O aprendizado da reforma íntima, inevitavelmente, percorre esses degraus de aprimoramento. A análise sincera dos sentimentos que se movimentam na esfera dos corações nessa marcha de crescimento nos permitirá proceder ao conhecimento de si próprio com mais êxito.
Não esqueçamos, em nosso favor, que em qualquer tempo e lugar, diferenças não são defeitos, os diferentes necessariamente não são oponentes, e a indiferença é o recolhimento egoísta do afeto na escura masmorra do desamor. Nossa harmonia é construída no cultivo das virtudes da indulgência, da fraternidade e do acolhimento.
Ação, reação, transformação: caminhos da alteridade.
Morte da indiferença, autoconhecimento, amor: caminhos da felicidade.
Em quaisquer etapas: sempre alteridade na erradicação do personalismo.
Hosanas às diferenças e aos diferentes!

Para saber mais:
Livro Mereça Ser Feliz, médium Wanderley Soares de Oliveira, espírito Ermance Dufaux, Editora Dufaux; Livro Seara Bendita, médiuns Wanderley Soares de Oliveira e Maria José de Oliveira, espíritos diversos, Editora Dufaux.

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O MELHOR PARA FAZER


Se você não consegue evitar a irritação, use o silêncio.Se não aprova o socorro material aos necessitados, não apague a chama da beneficência no coração daqueles que a praticam.Se ainda não sente facilidade para esquecer as faltas alheias, não considere por subserviência a atitude louvável dos irmãos que olvidam o mal, a qualquer instante, em louvor do bem.Se não acredita no valor do diálogo construtivo, em favor dos irmãos ignorantes e infelizes, não menospreze o esforço daqueles que cultivam buscando a libertação dos companheiros ensombrados em desequilíbrio.Se não admite o amparo das entidades humildes, na supressão das dificuldades de espírito e das desarmonias do corpo, enquanto estamos na Terra, não menoscabe o apoio de semelhantes auxiliares que se guiam pelas bênçãos da Natureza.Se não dispõe de recurso apara a cordialidade com todos, não impeça que outros a exemplifiquem, na prática da fraternidade.Se não suporta o clima de intercâmbio com os amigos encarnados ou desencarnados, ainda presos, de certo modo, às trevas de espírito, não subestime o trabalho de quantos se dedicam a reconfortá-los e esclarecê-los.Se não podes abraçar os portadores de opiniões e crenças diversas das suas, não julgue por irresponsabilidade a tarefa respeitável de quantos se aplicam à solidariedade para aproveitamento no bem de todos os obreiros da fé que nos partilhem a convivência e o caminho.Se não sabe unir os irmãos de experiência na sustentação das boas obras, não tenha por bajulação o comportamento daqueles que colaboram na harmonia e no entrosamento de todos os corações para o bem.É natural pense cada um como possa e ninguém deve promover a violência na Obra de Deus, mas, em qualquer tempo e situação, estejamos certos de que muito coopera e auxilia sempre quem trabalha e não atrapalha.


Do livro: Endereços da Paz, Médium: Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito André Luiz.

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Apometria não é Espiritismo
Autor: Divaldo Pereira Franco


O médico carioca residente em Porto Alegre Dr. José Lacerda desde os anos 50, espírita que era então, começou a realizar numa pequena sala do Hospital Espírita de Porto Alegre chamada A Casa do Jardim, atividades mediúnicas normais. Com o tempo ele recebeu instruções dos espíritos e realizou investigações pessoais que desaguaram em um movimento ao qual ele deu o nome de Apometria.Não irei entrar no mérito nem no estudo da apometria porque eu não sou apômetra, eu sou espírita o que posso dizer é que a apometria, segundo os apômetras, não é espiritismo. Porquanto as suas práticas estão em total desacordo com as recomendações de O Livro dos Médiuns.Não examinaremos aqui o mérito ou demérito porque eu não pratico a apometria, mas segundo os livros que tem sido publicados, a apometria, segundo a presunção de alguns, é um passo avançado do movimento Espírita no qual Allan Kardec estaria ultrapassado.Allan Kardec foi a proposta para o século XIX e para parte do século XX e a apometria é o degrau mais evoluído no qual Allan Kardec encontra-se totalmente ultrapassado. Tese com a qual, na condição de espírita, eu não concordo em absoluto.Na prática e nos métodos de libertação dos obsessores a violência que ditos métodos apresenta, a mim, a mim pessoalmente me parecem tão chocantes que fazem recordar-me da lei de Talião que Moises suavizou com o código legal e que Jesus sublimou através do amor.Quando as entidades são rebeldes os doutrinadores depois de realizarem uma contagem cabalística ou de terem o gestual muito específico expulsam pela violência esse espírito para o magma da Terra, a substância ainda em ebulição do nosso planeta.O colocam em cápsulas espaciais e disparam para o mundo da erraticidade. Não iremos examinar a questão esdrúxula desse comportamento, mas se eu, na condição de espírito imperfeito que sou, chegasse desesperado num lugar pedindo misericórdia e apoio na minha loucura, e outrem, o meu próximo, me exilasse para o magma da Terra, para eu experimentar a dureza de um inferno mitológico ou ser desintegrado, eu renegaria àquele Deus que inspirou esse adversário da compaixão.Ou se me mandasse numa cápsula espacial para que fosse expulso da Terra. Com qual autoridade?Quando Jesus disse que o seu reino é dos miseráveis.Na parábola do Festim de Bodas, ele manda buscar os mendigos, aqueles que estão nos lugares escabrosos já que os eleitos recusaram e mataram os seus embaixadores.A Doutrina Espírita centraliza-se no amor e todas essas práticas novas, das mentalizações, das correntes mento-magnéticas, psico-telérgicas para nós espíritas merecem todo respeito, mas não tem nada a ver com espiritismo.Seria o mesmo que as práticas da Terapia de Existências Passadas nós realizarmos dentro da casa espírita ou da cromoterapia ou da cristalterapia, fugindo totalmente da nossa finalidade.A Casa Espírita não é uma clínica alternativa, não é lugar onde toda experiência nova vai colocada em execução.Tenho certeza de que aqueles que adotam esses métodos novos, primeiro, não conhecem as bases Kardequianas e ao conhecerem-nas nunca vivenciaram para terem certeza, seria desmentir todo material revelado pelo mundo espiritual nestes 144 anos de codificação, no Brasil e no mundo, pela mediunidade incomparável de Chico Xavier, as informações que vieram por esse médium impar, pela notável Yvone do Amaral Pereira, por Zilda Gama, por tantos médiuns nobres conhecidos e nobres desconhecidos no seu trabalho de socorro.Então se alguém prefere a apometria, divorcie-se do Espiritismo. É um direito! Mas não misture para não confundir.A nossa tarefa é de iluminar, não é de eliminar.O espírito mau, perverso, cruel é nosso irmão na ignorância.Poderia haver alguém mais cruel do que o jovem Saulo de Tarso? Ele havia assassinado Estevão a pedradas, havia assassinado outros, e foi a Damasco para assassinar Ananias.Jesus não o colocou numa cápsula espacial e disparou para o infinito. Apareceu a ele! Conquistou-o pelo amor: "Saulo, Saulo, por que me persegues?"Pode haver maior ternura nisso?E ele tomado de espanto perguntou: "Que é isto?" "- Eu sou Jesus, aquele a quem persegues". E ele então caiu em sí.Emmanuel usa esta frase: E caindo em si, quer dizer aquela capa do ego cedeu lugar ao encontro com o ser profundo, caindo em si.Ele despertou, e graças a ele nós conhecemos Jesus pela sua palavra, pelas suas lutas, pelo alto preço que pagou, apedrejado várias vezes até ser considerado morto, jogado por detrás dos muros nos lugares do lixo, dos dejetos ele foi resgatado pelos amigos e continuou pregando.Então os espíritos perversos merecem nossa compaixão e não nosso repúdio. Coloquemo-nos no lugar deles. Que sejas como conosco quando nós éramos maus e ainda somos aqui com nós.Basta que alguém nos pise no calcanhar ou nos tome aquilo que supomos que é nosso, para ver como irrompe a nossa tendência violenta e nós nos transformamos de um para outro momento.Não temos nada contra a Apometria, as correntes mento-magnéticas, aquelas outras de nomes muito esdrúxulos e pseudo-científicos. Não temos nada.Mas como espíritas, nós deveremos cuidar da proposta Espírita.E da minha condição de Espírita exercendo a mediunidade a mais de 54 anos, os resultados tem sido todos colhidos da árvore do amor e da caridade.Não entrarei no mérito dos métodos, que são bastante chocantes para a nossa mentalidade espírita, que não admite ritual, gestual, gritaria, nem determinados comportamentos, porque a única força é aquela que vem de dentro.Para esta classe de espíritos são necessários jejum e oração.



Transcrito do programa Presença Espírita da Rádio Boa Nova a partir de palestra de Divaldo Pereira Franco (Agosto/2001).

Janeiro é o mês de Ivan de Albuquerque


O JOVEM "AMOR".

Ivan Santos de Albuquerque nasceu em Brotas, Estado de São Paulo, no dia 16 de janeiro de 1918, filho de Romeu Vieira de Albuquerque e Laura Santos de Albuquerque, de uma família de quatro filhos.

O mais velho dos filhos, Ivan mostrou-se um Espírito terno, bondoso, solidário, transmitindo para todos a sua envolvência afetuosa.

Preocupava-se demais com a juventude. Onde ele podia, levava sua palavra, sua mensagem para que a juventude não fumasse, não bebesse, que fosse dócil para com seus pais e digna perante a vida.

Ivan nasceu num lar espírita.

Quando Ivan e Cyro já se encontravam no quarto ano do curso ginasial, o Sr. Romeu, seu pai, teve que enfrentar seríssimo contratempo econômico, ficando impossibilitado até mesmo de manter no estudo os dois filhos.Ivan tomou a iniciativa de, sendo o mais velho, renunciar aos seus estudos, em favor do irmão. Ivan começou, então, a trabalhar como enfermeiro, no Hospital Esperança, em São Paulo, na Rua dos Ingleses, ali, Ivan conseguia os recursos necessários para sua subsistência e enviava para o irmão, Cyro, então em Piracicaba, parte dos seus vencimentos, a fim de que ele pudesse concluir seu curso na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz.
Além de Cairbar Schutel, foi muito amigo do prof. José Herculano Pires de pessoas como Dr. Costa Neto (diretor de Departamento de uma das Secretarias de Estado do Estado de São Paulo), Dr. Júlio Prestes, D. Benedita Fernandes (abnegada e veneranda lidadora do Movimento Espírita na região de Araçatuba) e Jésus Gonçalves (notável trabalhador da Seara Espírita, marcado pela hanseníase, que muito atuou junto aos seus irmãos de infortúnio) estiveram banhados pela enternecida e cara amizade de Ivan de Albuquerque.

Era alguém que fazia amigos com muita facilidade, apesar de ser uma pessoa diferente. Adaptava-se às necessidades e possibilidades das pessoas que com ele conviviam. Sentia imensa alegria em estar no meio dos pequeninos, dos sofredores, dos enfermos, dos que necessitavam dele e, com isso, ele fez muitas amizades.Junto aos irmãos portadores da hanseníase, Ivan era simplesmente maravilhoso. Domingo sim, domingo não, dedicava-se a visitar os doentes.

Freqüentava o Sanatório de Pirapitingüi, onde costumava almoçar com os internados, fazendo limpeza nas feridas daqueles pobres orações. O diretor do Sanatório, amigo da família, Dr. Francisco Arantes, conversava com o seu pai, dizendo: "Seu Romeu, seu filho não pode fazer o que ele faz. Almoçar com os doentes, beber água do mesmo copo... Afinal de contas, o Sr. tem uma família, tem filhas. Não desejo proibir a entrada dele lá, mas ele não pode continuar fazendo essas coisas. Dizia-lhe o pai "- Meu filho, não faça isso. Você não pode fazer o que faz lá, no Sanatório. Lembre-se que você tem uma família, tem irmãs... "-Papai, não há perigo nenhum! Nós todos temos as nossas provas. O que tivermos que passar, ninguém passará por nós. E, nesta reencarnação, eu sei que não vou ser atingido por essa doença, nem vou transmiti-la a ninguém de minha casa."

O jovem Ivan de Albuquerque era pessoa que tinha piedade de todo mundo. Se tinha dois ternos, doava um. O que detinha, gostava de passar às mãos do seu próximo.
Era o dia 5 de abril... Empreendendo viagem de trem, quando estando nas proximidades de Pompéia, entre Marilia e Tupan, dirigiu-se ao último vagão, com um movimento de flexão desse último vagão, Ivan, já à sua porta, perdeu o equilíbrio do corpo e caiu, batendo, ao que se supõe, no barranco da margem, tombando, em seguida, sem sentidos, sobre os trilhos...e uma outra composição tendo, então, passado por cima do corpo. Desprendido do corpo, em razão do desmaio que sofrera, foi retirado dali, pelos Emissários da Luz, seus Amigos e inspiradores, a fim de que não se aturdisse com as cenas, naturalmente fortes, que se desenrolariam com o passar do trem sobre o fardo imobilizado, do qual se despedia o impoluto servidor de Jesus.
Foi por intermédio da Sra. Laurinha de Albuquerque, mãe de Ivan, que era médium escrevente, que, aproximadamente trinta dias após o acontecimento, adveio uma comunicação do filho sempre amado.

Com seu trabalho incansável e com sua disposição de servir e crescer para o Cristo, deixa-nos, o notável Apóstolo do Bem, incontáveis e fulgurantes exemplos com os quais a Juventude destes dias e a porvindoura encontrarão roteiro e apoio para a real conquista da paz, multiplicando as ações do Mestre Nazareno pelo mundo, sem temores, sem entrega aos torpores das paixões infelizes, avançando sempre para o Grande Amanhã.

Adelvair David (site da Federação Espírita do Paraná)

Um Abraço...

O que você faz quando está com dor de cabeça, ou quando está chateado?

Será que existe algum remédio para aliviar a maioria dos problemas físicos e emocionais?

Pois é, durante muito tempo estivemos à procura de alguma coisa que nos rejuvenescesse, que prolongasse nosso bom humor, que nos protegesse contra doenças, que curasse nossa depressão e que nos aliviasse do estresse.

Sim, alguma coisa que fortalecesse nossos laços afetivos e que, inclusive, nos ajudasse a adormecer tranqüilos.

Encontramos! O remédio já havia sido descoberto e já estava à nossa disposição. O mais impressionante de tudo é que ainda por cima não custa nada.

Aliás, custa sim, custa abrir mão de um pouco de orgulho, um pouco de pretensão de ser auto-suficiente, um pouco de vontade de viver do jeito que queremos, sem depender dos outros.

É o abraço. O abraço é milagroso. É medicina realmente muito forte. O abraço, como sinal de afetividade e de carinho pode nos ajudar a viver mais tempo, proteger-nos contra doenças, curar a depressão, fortificar os laços afetivos.

O abraço é um excelente tônico. Hoje sabemos que a pessoa deprimida é bem mais suscetível a doenças. O abraço diminui a depressão e revigora o sistema imunológico.

O abraço injeta nova vida nos corpos cansados e fatigados, e a pessoa abraçada sente-se mais jovem e vibrante. O uso regular do abraço prolonga a vida e estimula a vontade de viver.

Recentemente ouvimos a teoria muito interessante de uma psicóloga americana, dizendo que você precisa de quatro abraços por dia para sobreviver, oito abraços para manter-se vivo e doze abraços por dia para prosperar.

E o mais bonito é que esse remédio não tem contra-indicação e não há maneira de dá-lo sem ganhá-lo de volta.

Pense nisso

Já há algum tempo temos visto, colado nos vidros de alguns veículos, um adesivo muito simpático, dizendo: abrace mais!

Eis uma proposta nobre: abraçar mais.

O contato físico do abraço se faz necessário para que as trocas de energias se dêem, e para que a afetividade entre duas pessoas seja constantemente revitalizada.

O "abraçar mais" é um excelente começo para aqueles de nós que nos percebemos um tanto afastados das pessoas, um tanto frios no trato com os outros.

Só quem já deu ou recebeu um sincero abraço sabe o quanto este gesto, aparentemente simples, consegue dizer.

Muitos pedidos de perdão foram traduzidos em abraços...

Muitos dizeres "eu te amo" foram convertidos em abraços.

Muitos sentimentos de saudade foram calados por abraços.

Muitas despedidas emocionadas selaram um amor sem fim no aconchego de um abraço.
Assim, convidamos você a abraçar mais.

Doe seu abraço apertado para alguém, e receba imediatamente a volta deste ato carinhoso.
Pense nisso! Abrace mais você também.


Equipe de Redação do Momento Espírita, inspirado por palestras de Alberto Almeida na cidade de Matinhos, nos dias 29, 30 e 31 de março de 2002 e em texto intitulado "Um abraço" de autor ignorado.

Viver é inventar a vida!

Por Jane Maiolo

Qualquer reflexão sobre a arte de viver passa primeiro, por um entendimento sobre o que é a vida.
Parafraseando o compositor Gonzaguinha nos questionamos :E a vida o que é diga lá meu irmão?
Ainda que passássemos toda nossa existência procurando desvendar as forças que nos regem não conseguiríamos nos satisfazer por completo e ainda assim continuaríamos nossa busca.
Viver significa inventar uma fórmula para sermos felizes. Significa por outro lado aprender.
Somos seres extremamente moldáveis , flexíveis e nos adaptamos facilmente às situações , sejam elas favoráveis ou desfavoráveis.
Existe um conceito novo sendo difundido sobre o comportamento humano chamado resiliência, esse conceito não tem sido muito divulgado no Brasil, mas há vários estudos em outros países.
Resiliência é uma capacidade inata para fazer as coisas corretamente de modo que não ficamos muito tempo presos em dadas situações, sejam elas positivas ou negativas , de alegrias ou de sofrimentos.
Resiliência é a palavra de ordem e todos nós devemos desenvolver essa habilidade que é inata no ser humano. O ser resiliente é capaz de se tornar elástico, ou seja, se estica no calor das emoções, dores, sofrimentos, mas sabe que é preciso retomar ao ser essencial que é.
A resiliência é uma força decisiva do princípio evolutivo do ser humano e é fator fundamental da nossa sobrevivência sob condições fora da normalidade.
Não podemos ignorar que atravessamos tempos difíceis, onde perdas e danos nos fazem sofrer, mas é preciso reagir , precisamos nos autoformar para preservar psicologicamente e emocionalmente o nosso mundo.
Temos capacidade de responder de forma mais consciente aos desafios e dificuldades, de reagir com flexibilidade e somos capazes de nos recuperarmos diante das circunstâncias desfavoráveis.
Se tiver que chorar, sofrer ,gritar ,faça tudo isso de maneira digna. Não ignore seu sofrer. Não tente passar por herói ,você não precisa disso. Você é um ser humano sensível e precisa aprender a ser humano. Precisa parar de querer se mostrar forte, duro, auto-suficiente. Você precisa aprender a ser resiliente, a sofrer quando for necessário e a se reerguer dos embates quando for preciso.
Recusar essa capacidade que temos é permitir sofrer demasiadamente e isto não é viver.
Não é preciso nos esconder por detrás de máscaras ou representar papéis(do tirano, do bonzinho, do forte, do calculista, do certinho) quando agimos assim nos distanciamos de nós mesmos e perdemos o contato conosco.
Devemos nos permitir sermos de verdade, viver de acordo com nossos princípios e convicções.
No mundo moderno só é feliz quem descobriu que o melhor jeito de viver é inventando a vida, da maneira que mais lhe agrade. Usamos tantas máscaras para nos esconder dos outros que, se fossemos analisados por profissionais seríamos catalogados como sendo portadores de personalidades múltiplas.
Deixemos as máscaras de lado e possamos assumir o roteiro traçado por nós, inventando nossa vida e tendo alegria de viver.

A TAREFA DOS PAIS

Quando se anuncia a chegada de um novo membro na família, há grande alegria.

Os pais se desdobram em complexos preparativos.

Por ocasião do nascimento, há arroubos de ternura.

A Sabedoria Divina veste os Espíritos que retornam à carne com encantadora roupagem.

Frágeis e graciosos, eles inspiram cuidados e afeto.

É com enternecimento que os pais acompanham o crescimento de seus pequenos rebentos.

Desejosos de que sejam muito felizes, tomam inúmeras providências.

Colocam-nos nas melhores escolas, cuidam de sua saúde, os defendem de tudo e de todos.

É bom e natural que seja assim, pois a tarefa dos pais envolve o cuidado e o preparo de seus filhos para os afazeres da vida.

Entretanto, essa tarefa é muito mais vasta.

Todo bebê que nasce representa um antigo Espírito que retorna ao cenário terrestre.

Como terá de viver em um mundo materializado, ele precisa receber educação formal e todos os demais cuidados que essa circunstância inspira.

Entretanto, como Espírito imortal, não renasce na carne para vencer os outros e brilhar em questões mundanas.

Todo Espírito precisa crescer em intelecto e em moralidade.

No atual estágio da evolução humana, há um certo descompasso entre esses dois aspectos.

A busca pelo bem-estar e mesmo o egoísmo fazem com que a criatura procure modos de viver o melhor possível.

Ao cuidar de seus interesses, ela exercita naturalmente a inteligência.

Entretanto, sob o prisma ético, a evolução costuma ocorrer de forma algo mais vagarosa.

Um contingente muito significativo dos Espíritos demora bastante para sentir o próximo como um semelhante.

Surge tardiamente a compreensão de que o outro também tem sonhos, sofre, chora e merece respeito e amparo.

O aspecto moral é atualmente deveras crítico.

Para as criaturas em geral não falta capacidade de raciocínio.

Falta-lhes retidão de caráter, compaixão e pureza.

Conseqüentemente, a desenvolver tais qualidades é que os pais precisam se dedicar.

Se apenas cuidarem para que os filhos sejam felizes, sob o prisma mundano, falirão em sua tarefa.

Os filhos terão nascido para buscar uma coisa, mas os pais os direcionarão a conquistar outras.
Isso implicará a perda de uma preciosa oportunidade.

Então, é necessário cuidar da instrução formal das crianças e adolescentes.
Mas é primordial ensinar-lhes respeito ao próximo.

Os jovens precisam aprender que a família e os bens dos outros são sagrados.

Que a tolerância é uma virtude preciosa em um mundo cheio de facetas.

Que a consciência tranqüila constitui o maior tesouro que se pode possuir.

Mas, para que a lição não seja hipócrita, os pais devem exemplificar, e não apenas falar.

A Educação Pede Licença

Por Jane Maiolo

A crescente preocupação com os rumos da Educação nos leva, muitas vezes, a pensar em muitas coisas. Coisas perigosas, que na verdade nos deseducam, atordoam e nos deixam com uma raiva danada daqueles que pensam a Educação.
Por quê nós professores e professoras temos que fazer o que os outros pensaram?
Por quê temos que ser tão burocráticos, tão formais e documentados?
A Educação não se resume em conteúdo-assimilação-avaliação. A Educação é muito mais . É patrimônio, é bagagem, é valor. A Educação é participativa.
Nesse caso sabemos que diariamente assinamos um contrato de risco, isso é próprio da nossa profissão. O professor é um ser público e privado que influencia, direciona, oferece oportunidades e promove sucessos e insucessos.
Lidar com muitas individualidades ao mesmo tempo, como faz o professor, requer de nós um equilíbrio muito grande, pois numa mesma sala de aula existem muitas emoções, histórias, conflitos, discussões e comportamentos nem sempre desejáveis. Estamos mediando e canalizando todas essas energias, por isso que digo que ao receber o diploma assinamos também um contrato de risco.
Que nossa sociedade mudou, isso não há dúvidas, que nossa comunidade escolar mudou é conseqüência dessa mesma transformação social, e a nossa metodologia creio eu não sofreu tamanhas alterações. Queremos hoje, em tempos modernos, educar nossos alunos como fomos educados.
Freqüentemente ouvimos as reclamações de professores assustadíssimos que dizem: No meu tempo jamais falaria assim com meu professor, ...No meu tempo o aluno não ficava andando na sala de aula, ...No meu tempo... E as reclamações ganham vultos, os alunos se transformam em quase monstros em tão perdidas observações saudosistas tradicionais, e se ouvirmos um pouco mais de reclamações começamos a acreditar que são os monstros-dicentes que apavoram os professores desprotegidos.
Por isso que digo que não temos que fazer o que os outros pensaram, temos que dar cara, roupa e sapato novo para a Educação e de preferência de grife, pois são as mais aceitas no mercado e na sociedade .Chega de Educação de R$ 1,99.
Temos que fazer a diferença, somos formados para isso, para dizer não, para dizer sim, para mudar, para formar e informar seres humanos. Chega de reproduzir informações, modelos e cidadãos para o mercado de trabalho.
Temos que contribuir, e diga-se de passagem, com afeto e compromisso para que nossos alunos sejam livres, que tenham caráter, que saibam ser patrões e que tenham dignidade em disputar a vida buscando seu crescimento profissional, intelectual e moral.
Não podemos mais escorar na Constituição que diz que a Educação é dever da família. A Educação hoje é dever de todos, pois a família precisa de nós professores para se estruturar, e nós professores precisamos dos filhos da família para exercer nosso brilhante papel de Educadores.
Nossa responsabilidade enquanto profissionais não é apenas a formação de habilidades para as competências, mais de desenvolver inteligências para fazer homens de bem. É preciso dar segurança às nossas crianças que se encontram inseguras e ansiosas.
Nunca nos arrependeremos de termos sidos atores coadjuvantes nesse processo fantástico .
Falamos muito sobre como educar, mas, como professora, não poderia deixar de falar sobre o professor. Se nós cuidamos para o sucesso do aluno, quem cuida do nosso sucesso? Imagino que somos guerreiros solitários que devemos atribuir à nós mesmos nossas glórias e derrotas. Ninguém mais se incomoda com o professor, nossa Classe perdeu a classe, somos mal-remunerados, pouco reconhecidos e pesquisas cruéis mais verdadeiras revelam que 92% dos professores brasileiros estão estressados.
Na Coréia do Sul, os melhores partidos para se casar são professores, pois ganham $6 mil dólares por mês, e no Brasil fala-se que é professor e o pretendente dá no pé. Salvo algumas exceções de maridos e esposas tolerantes, amorosos e persistentes. Ninguém mais acredita que o professor possa sair desse quadro, e digo mais, só cursos de formação continuada e bônus não resolvem e nem elevam nossa auto-estima, existe um componente a mais... que é a valorização salarial do professor, que há muito ficou para traz. Houve um tempo que juizes e professores tinham salários compatíveis. Será que os juizes estão ganhando tão mal como nós?
Aprendemos recentemente que não podemos mais usar a expressão “capacitação” para professor, porque se assim o fizermos acredita-se que até então seríamos incapazes, o mesmo acontece com a expressão “reciclar”, pois só se recicla lixo.
Somos professores e não devemos desistir de lutar por nós mesmos.
Quando digo que não devemos fazer o que os outros pensaram é com a mais pura intenção de que nesse momento histórico que estamos vivendo é preciso arregaçar as mangas e ter coragem para negar toda forma de alienação, opressão e subjugação. É hora de retomar nossa identidade e mostrar que somos sim, professores brilhantes e fascinantes .Ter criticidade e discernimento para resgatar o nosso papel é fundamento básico nessa busca.
Queremos copiar a economia do primeiro mundo e no entanto não modificamos a estrutura educacional do nosso país. A quem estamos servindo? Qual a real intenção da nossa Educação? Que tipo de homens estamos formando? É preciso questionar tudo isso.
Será que existe uma cúpula que pensa a Educação, que cerceia nossos pensamentos e limita nossa liberdade?
Se pretendemos adotar modelos de países de primeiro mundo temos que investir na Educação como fazem esses países. Não dá mais para ficar formando mão de obra barata para esses países, temos que ter ambições também. Não somos abelhas operárias que nascem operárias e morrem operárias. Somos criaturas em ascensão na hierarquia humana e podemos mudar nossas vidas se assim o desejar.
Gandhi é lembrado mundialmente pela sua técnica de resistência não-violenta, muitas vezes foi preso, surrado e exilado porque tinha um ideal, nós professores e professoras deveremos marcar nossa trajetória com algo também grandioso.
Que nossas preocupações com a Educação sejam de caráter humano sem esquecer que há um mundo imenso para ser vivido e sentido. Devemos nos permitir integrar, interagir e modificar esse mundo.
Para não mais fazer o que os outros pensaram, pense você qual o melhor jeito de educar, já que esse é seu papel, professor!!!

Jane Maiolo, é professora da Rede Municipal
de Ensino de Jales. Formada em Letras pela
Unijales e pós-graduanda em Psicopedagogia
pela Fundação Educacional de Fernandópolis.
E-mail: janemaiolo@bol.com.br

DEUS NA NATUREZA

A cada novo dia a natureza nos oferece espetáculos de belezas sem fim...
Quem já não contemplou a maravilha de uma gota de orvalho a brilhar, refletindo a luz do sol?

Uma simples teia de aranha e sua engenharia perfeita...A relva verde... o andar desengonçado de um joão-de-barro, logo ao amanhecer...Uma folha seca bailando no ar prenunciando o inverno...O céu de anil com suaves pinceladas brancas como se fossem nuvens de algodão.

O entardecer, quando o sol se despede deixando rastros em vários tons dourados como se fosse ouro derretido, levemente espalhado por mãos invisíveis...A lua cheia refletida num lago, parecendo um grande espelho líquido...A cantoria do vento na folhagem das árvores, qual suave melodia, convidando a sonhar...O olhar de um cão solitário, pedindo companhia...O balançar do salgueiro, lembrando mãos distendidas nas margens dos rios e lagos, como a protegê-los...O ir e vir das ondas, acariciando a areia quente das praias como querendo amenizar o calor...O cheiro do mato, após a chuva...A água cristalina dos rios que correm por entre as montanhas, como se fossem veias transportando a vida.O sorriso inocente na face da criança, pedindo amparo e proteção.As pegadas do lavrador nas estradas poeirentas que conduzem ao eito...O galopar do cavalo evidenciando sua liberdade...O abrir e fechar das asas da borboleta sobre a flor, a andorinha fazendo acrobacias no ar, a garça solitária à espreita do alimento.O abraço afetuoso de um amigo. O rosto sulcado do ancião, que não teme a velhice por saber que ela não alcança o Espírito. As mãos calejadas do trabalhador...A noite bordada de estrelas a nos mostrar a grandeza do Universo infinito...Uma gota d'água na pétala de uma rosa, refletindo outras tantas rosas...O tamborilar da chuva no telhado... A goteira a cantar na calha...A araucária secular, com seus galhos esparramados, debulhando as pinhas para saciar com seus frutos a fome dos pássaros.O cricrilar do grilo, o coaxar da rã, o piar da coruja fazendo-se anunciar na noite silenciosa.O som melodioso extraído do teclado por mãos habilidosas.A harmonia das cores nos canteiros floridos das ruas e praças...O dia, que a cada amanhecer renova o convite para que vivamos em harmonia, imitando a natureza.Essas e outras tantas belezas são a presença discreta de Deus na natureza que nos cerca, dizendo-nos que também somos Suas criaturas e que fazemos parte desse Universo maravilhoso, e que, acima de tudo, somos herdeiros desse mesmo Universo, como filhos do Criador que somos todos nós.


* * *

“A contemplação da natureza oferece ao homem incontestavelmente, inefáveis encantos. Na organização dos seres descobre-se o incessante movimento dos átomos que os compõem, tanto quanto a permuta constante e operante entre todas as coisas.Justa é a nossa admiração por tudo o que vive na superfície da Terra”.

Equipe de Redação do Momento Espírita, cujo pensamento final foi extraído do livro Deus na natureza, de Camille Flammarion, ed. FEB.


O Direito à Prosperidade



Muito mais do que uma sociedade tecnológica, a sociedade do século XXI continua sendo uma sociedade de consumo.
Mas esse padrão comportamental em escala global é, sobretudo, reflexo dos valores que o mundo abraça. Vivemos, sem sombra de dúvida, num mundo materialista (embora 95% da população diga acreditar em Deus).
Numa análise acelerada do espiritualismo, que se antepõe ao materialismo, pode-se erroneamente concluir que os espiritualistas negam o dinheiro, dispensam a prosperidade e amam a pobreza.
A questão é mais profunda.
Por reconhecer que as coisas do mundo são efêmeras, passageiras, e que não trazem a felicidade que a propaganda promete - embora produzam conforto - os espiritualistas não fazem da prosperidade material uma prioridade.
Eis uma história que ilustra docemente essa maneira de pensar:


Um norte-americano, visitando o Egito, chegou à casa de um reconhecido sábio e se surpreendeu com a falta de mobília: apenas havia uma cama, um cabideiro, uma escrivaninha e uns poucos utensílios.
- Onde estão as suas coisas? Indagou o visitante.
- E onde estão as suas? Respondeu o sábio.
- Ah, sorriu o americano, é que eu estou de passagem.
- Eu também, concluiu o sábio.
Os bens materiais são voláteis, não nos pertencem, porque eles, como nós, também estão aqui de passagem. Eis a compreensão espiritualista.
Entretanto, isso não quer dizer que neguemos o progresso, o desenvolvimento econômico e a prosperidade. Muito pelo contrário, o resultado de uma vida plena também se reflete nas conquistas materiais.
Você tem, sim, o direito de prosperar, de ter um bom automóvel, se de fato precisar dele, de ter uma boa casa, uma boa escola para os filhos, dinheiro para o lazer e uma poupança para garantir as épocas difíceis – que sempre virão como também passarão.
É que, considerando o ponto de vista espiritual, acumular bens, especialmente em detrimento da paz e do amor, é, na verdade, acumular problemas.
Simplicidade, despojamento, vida sem ostentação, liberdade e generosidade, são coisas muito mais importantes para quem anseia pela construção de uma civilização fundamentada em valores espirituais. A riqueza da alma é, de fato, a única que nunca se perde, esgota ou termina.
Paz no coração, filho, não tem preço.
Pra terminar, lembro de Gandhi, em Londres, sorrindo diante da vitrine de uma joalheria. O lorde que o acompanhava perguntou-lhe se desejava alguma das jóias, com a qual sua majestade folgaria em presenteá-lo.
- Não, não, disse o Mahatma, apenas estou rindo das coisas que não preciso mais.
Prospere, sem medo de ser feliz, tendo sempre na lembrança que só somos verdadeiramente donos daquilo que soubermos compartilhar.

"Quer saber o tamanho da sua riqueza? Faça uma lista das coisas que você tem e que o dinheiro não pode comprar."

A Família


Você já parou algum dia para pensar como funciona uma colméia? Já se deu conta de que nela tudo é ordem, disciplina, preocupação pelo todo?


A colméia é formada por células de cera, que se contam aos milhares. Em algumas dessas células existem ovos ou larvas de abelha. Outras servem como depósitos de pólen e de mel. Essas são os favos de mel.


Numa colméia podem existir até 70 mil abelhas, que exercem diferentes funções.


As operárias são as que alimentam as larvas, cuidam da colméia, trazem comida para todos os habitantes da comunidade. Elas começam como faxineiras, limpando as células onde estão os ovos. Depois produzem a geléia real que serve para alimentar as abelhas mais jovens e a rainha.


Também trabalham como babás alimentando as abelhinhas mais crescidas com pólen e mel.


Com dez dias de vida elas se tornam construtoras. Começam a produzir cera, que lhes permite construir e remendar as células da colméia.


A rainha tem como tarefa botar ovos, dos quais sairão as operárias, os zangões e as novas rainhas. No verão chega a botar em um só dia 1.500 ovos.


O zangão, desde que nasce, tem por tarefa a procriação com a rainha. Depois morre.
Tudo na colméia reflete ordem, equilíbrio.


As operárias são também as que saem da colméia para buscar a matéria prima de que necessitam. Estranhamente, elas nunca se enganam no caminho de volta para casa, para onde retornam com sua preciosa carga.


Embora sua vida seja curta, de cinco semanas apenas, elas não se cansam de trabalhar, sem cansaço, pelo bem-estar de toda a equipe.


Podemos pensar na família como uma colméia racional. Cada um tem sua tarefa a cumprir, visando o crescimento da pequena coletividade, como exige o lar.


E todos são importantes no desempenho do grupo doméstico.


É no seio da família, na intimidade do lar, que se vão descobrir operárias incansáveis, trabalhando sem cessar, não se importando consigo mesmas. Em constante processo de doação.


É na família que se aprende a transformar o fel das dificuldades, as amarguras das incompreensões no mel das atenções e do entendimento.


É ali que se exercita a cooperação. Afinal, como a família é uma comunidade, há necessidade de ajuda mútua.


Quando a família enfrenta as dificuldades com união, cresce e supera problemas considerados insolúveis.


Para que a família progrida no todo, cada um deve se conscientizar de sua tarefa e realizá-la com alegria.


É por este motivo que as crianças devem ser incentivadas, desde cedo, a pequenas tarefas no lar.
Retirar os pratos da mesa, lavar a louça, aquecer a mamadeira do menorzinho.


Renúncia a um pequeno lazer para satisfazer o outro. Nem que seja somente a satisfação da companhia ou de um diálogo amistoso.


Se na colméia familiar reinar o amor, conseguiremos com certeza ter elementos para uma atuação segura, verdadeiramente cristã, junto à família maior, na imensa colméia do mundo.


***


A família é abençoada escola de educação moral e espiritual. É oficina santificante onde se burilam caracteres. É laboratório superior em que se refinam ideais.



Equipe de Redação do Momento Espírita, com base na revista Mini-monstros, editora Globo, Nº 19964 e no livro Rosângela, cap. A colméia, Editora Fráter livros Espíritas.

Somente Hoje - CHICO XAVIER