Evangelho no Lar


“Quando o Evangelho penetra o lar, o coração abre mais facilmente a porta ao Mestre Divino.”

Emmanuel

O Evangelho no Lar é a reunião fraterna dos componentes do lar, sob o amparo de Jesus.
São objetivos do Evangelho no Lar:

- bem compreender e sentir o Evangelho, a fim de melhor exemplificá-lo;

- criar o hábito salutar de reuniões evangélicas no lar, no intuito de despertar e acentuar o sentimento de fraternidade que deve existir entre as criaturas;

- melhorar a proteção do lar, através do cultivo dos bons pensamentos, ensejando a afluência dos Mensageiros do Bem;

- obter amparo necessário que possibilite a superação das dificuldades materiais e espirituais, em consonância com a recomendação “Orai e Vigiai”, ensinada por Jesus;

- unir sempre mais os participantes do Lar, propiciando uma vivência mais amorosa.

Como Fazer o Evangelho no Lar?

Primeiro deve-se marcar um dia e um horário apropriado para fazer o Evangelho junto com seus familiares.
O Evangelho deve ser realizado todas as semanas em horários e dias estipulados. Não prolongue muito o Evangelho. A média de tempo é de 10 à 15 min.

Prece Inicial: Iniciamos com uma simples e espontânea prece. Silenciamos dentro de nós mesmos e buscamos em nossa mente a paz interior, sintonizando-nos com o Plano Maior e pedimos: “Senhor, dá-nos a tua inspiração na Leitura Evangélica de hoje, e sustenta-nos durante toda a reunião através de Teus Mensageiros, para que possamos assimilar os ensinamentos e colocá-los em prática no nosso dia-a-dia”.

Leitura do Evangelho: Fazer a leitura de um trecho de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”. O Evangelho pode ser aberto ao acaso ou mesmo ser estudado seqüencialmente. Os comentários são breves, feitos por todos, e cada um expõe o que entendeu da leitura, com simplicidade, sem fugir do assunto.

Prece de Encerramento: Ao final do Evangelho, faça uma prece simples e espontânea, agradecendo ao Plano Superior e aos Amigos Espirituais que deram sustentação ao Evangelho no Lar, num clima de paz, amor e harmonia.


Allan Kardec - Comemoração


03 de Outubro de 1804 - Nascimento de um dos mais lúcidos discípulos do Cristo no dizer de Emmanuel, que toma o nome de Hippolyte Leon Denizard Rivail, ou como é popularmente conhecido ALLAN KARDEC, em Lyon, França.

"SENHOR! Pois que Te dignaste lançar os olhos sobre mim para cumprimento dos Teus desígnios, faça-se a Tua vontade! Está nas Tuas mãos a minha vida; dispõe do teu servo. Reconheço a minha fraqueza diante de tão grande tarefa; a minha boa vontade não desfalecerá, as forças, porém, talvez me traiam. Supre à minha deficiência; dá-me as forças físicas e morais que me forem necessárias. Ampara-me nos momentos difíceis e, com o Teu auxílio e dos Teus celestes mensageiros, tudo envidarei para corresponder aos Teus desígnios."
(Prece de ALLAN KARDEC ao ser cientificado de sua missão pelo ESPÍRITO VERDADE. – OBRAS PÓSTUMAS – 2ª parte)

Viver é inventar a vida!

Por Jane Maiolo

Qualquer reflexão sobre a arte de viver passa primeiro, por um entendimento sobre o que é a vida.
Parafraseando o compositor Gonzaguinha nos questionamos :E a vida o que é diga lá meu irmão?
Ainda que passássemos toda nossa existência procurando desvendar as forças que nos regem não conseguiríamos nos satisfazer por completo e ainda assim continuaríamos nossa busca.
Viver significa inventar uma fórmula para sermos felizes. Significa por outro lado aprender.
Somos seres extremamente moldáveis , flexíveis e nos adaptamos facilmente às situações , sejam elas favoráveis ou desfavoráveis.
Existe um conceito novo sendo difundido sobre o comportamento humano chamado resiliência, esse conceito não tem sido muito divulgado no Brasil, mas há vários estudos em outros países.
Resiliência é uma capacidade inata para fazer as coisas corretamente de modo que não ficamos muito tempo presos em dadas situações, sejam elas positivas ou negativas , de alegrias ou de sofrimentos.
Resiliência é a palavra de ordem e todos nós devemos desenvolver essa habilidade que é inata no ser humano. O ser resiliente é capaz de se tornar elástico, ou seja, se estica no calor das emoções, dores, sofrimentos, mas sabe que é preciso retomar ao ser essencial que é.
A resiliência é uma força decisiva do princípio evolutivo do ser humano e é fator fundamental da nossa sobrevivência sob condições fora da normalidade.
Não podemos ignorar que atravessamos tempos difíceis, onde perdas e danos nos fazem sofrer, mas é preciso reagir , precisamos nos autoformar para preservar psicologicamente e emocionalmente o nosso mundo.
Temos capacidade de responder de forma mais consciente aos desafios e dificuldades, de reagir com flexibilidade e somos capazes de nos recuperarmos diante das circunstâncias desfavoráveis.
Se tiver que chorar, sofrer ,gritar ,faça tudo isso de maneira digna. Não ignore seu sofrer. Não tente passar por herói ,você não precisa disso. Você é um ser humano sensível e precisa aprender a ser humano. Precisa parar de querer se mostrar forte, duro, auto-suficiente. Você precisa aprender a ser resiliente, a sofrer quando for necessário e a se reerguer dos embates quando for preciso.
Recusar essa capacidade que temos é permitir sofrer demasiadamente e isto não é viver.
Não é preciso nos esconder por detrás de máscaras ou representar papéis(do tirano, do bonzinho, do forte, do calculista, do certinho) quando agimos assim nos distanciamos de nós mesmos e perdemos o contato conosco.
Devemos nos permitir sermos de verdade, viver de acordo com nossos princípios e convicções.
No mundo moderno só é feliz quem descobriu que o melhor jeito de viver é inventando a vida, da maneira que mais lhe agrade. Usamos tantas máscaras para nos esconder dos outros que, se fossemos analisados por profissionais seríamos catalogados como sendo portadores de personalidades múltiplas.
Deixemos as máscaras de lado e possamos assumir o roteiro traçado por nós, inventando nossa vida e tendo alegria de viver.

2º CONEJOVENS

Confraternização Espírita de Jovens em Auriflama
Encontro das Mocidades Espíritas

DIA 26 DE OUTUBRO DE 2008
Local: Centro Espírita Amor, Luz e Verdade
Rua José Brites de Figueiredo, nº. 63-86, Centro. Auriflama - SP
***

PROGRAMAÇÃO

07:00 as 08:00 - Café da manhã

08:00 as 08:15 - Prece

08:30 as 09:30 - Palestra: Orador Fernando Cesar Balbino (Guararapes)
Tema: Sexualidade

09:30 as 12:00 - Grupo de Teatro da cidade de Votuporanga,
Mocidade Espírita Humberto de Campos




12:00 as 13:00 - Almoço

13:00 as 13:50 - Palestra: Orador Adelvair David (Jales)
Tema: Felicidade


14:00 as 15:30 - Coral Harmonia da cidade de Birigui

15:30 as 16:00 - Café da tarde

16:00 as 16:50 - Palestra: Orador Dr. Luiz Carlos Barros Costa (Jales)
Tema: Drogas e suas causas, no corpo físico e no espírito

16:50 as 17:00 – Prece de encerramento

INSCRIÇÕES: Até dia 20 de outubro
Rua Saturnino Rincon nº.66-91 bairro: Portal das Paineiras
ou pelo e-mail matransportes@yahoo.com.br
Contatos: Marcelo B. da Silva – (17) 3482-2095 / horário comercial ou 9147-5935
Realização: Mocidade Espírita Jerônimo Mendonça e Use Intermunicipal de Auriflama

Divaldo Franco na TV

Todos os domingos, na Rede TV
Um programa espírita apresentado numa das grandes redes de televisão e com o nosso maior divulgador, o querido amigo Divaldo Franco.
Todos os domingos, das 15:00 às 15:30hs.
Pela Rede TV!

A TAREFA DOS PAIS

Quando se anuncia a chegada de um novo membro na família, há grande alegria.

Os pais se desdobram em complexos preparativos.

Por ocasião do nascimento, há arroubos de ternura.

A Sabedoria Divina veste os Espíritos que retornam à carne com encantadora roupagem.

Frágeis e graciosos, eles inspiram cuidados e afeto.

É com enternecimento que os pais acompanham o crescimento de seus pequenos rebentos.

Desejosos de que sejam muito felizes, tomam inúmeras providências.

Colocam-nos nas melhores escolas, cuidam de sua saúde, os defendem de tudo e de todos.

É bom e natural que seja assim, pois a tarefa dos pais envolve o cuidado e o preparo de seus filhos para os afazeres da vida.

Entretanto, essa tarefa é muito mais vasta.

Todo bebê que nasce representa um antigo Espírito que retorna ao cenário terrestre.

Como terá de viver em um mundo materializado, ele precisa receber educação formal e todos os demais cuidados que essa circunstância inspira.

Entretanto, como Espírito imortal, não renasce na carne para vencer os outros e brilhar em questões mundanas.

Todo Espírito precisa crescer em intelecto e em moralidade.

No atual estágio da evolução humana, há um certo descompasso entre esses dois aspectos.

A busca pelo bem-estar e mesmo o egoísmo fazem com que a criatura procure modos de viver o melhor possível.

Ao cuidar de seus interesses, ela exercita naturalmente a inteligência.

Entretanto, sob o prisma ético, a evolução costuma ocorrer de forma algo mais vagarosa.

Um contingente muito significativo dos Espíritos demora bastante para sentir o próximo como um semelhante.

Surge tardiamente a compreensão de que o outro também tem sonhos, sofre, chora e merece respeito e amparo.

O aspecto moral é atualmente deveras crítico.

Para as criaturas em geral não falta capacidade de raciocínio.

Falta-lhes retidão de caráter, compaixão e pureza.

Conseqüentemente, a desenvolver tais qualidades é que os pais precisam se dedicar.

Se apenas cuidarem para que os filhos sejam felizes, sob o prisma mundano, falirão em sua tarefa.

Os filhos terão nascido para buscar uma coisa, mas os pais os direcionarão a conquistar outras.
Isso implicará a perda de uma preciosa oportunidade.

Então, é necessário cuidar da instrução formal das crianças e adolescentes.
Mas é primordial ensinar-lhes respeito ao próximo.

Os jovens precisam aprender que a família e os bens dos outros são sagrados.

Que a tolerância é uma virtude preciosa em um mundo cheio de facetas.

Que a consciência tranqüila constitui o maior tesouro que se pode possuir.

Mas, para que a lição não seja hipócrita, os pais devem exemplificar, e não apenas falar.

Ser Feliz

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um não. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo...

Fernando Pessoa

O Milagre do Pão

“O homem pode prepara a terra, cultivar a semente, colher o trigo, produzir a farinha, fazer a massa, levá-la ao fogo e saborear o pão. Mas o milagre da vida, da germinação, do fermento e do fogo, vem de Deus”.

Emmanuel

A Educação Pede Licença

Por Jane Maiolo

A crescente preocupação com os rumos da Educação nos leva, muitas vezes, a pensar em muitas coisas. Coisas perigosas, que na verdade nos deseducam, atordoam e nos deixam com uma raiva danada daqueles que pensam a Educação.
Por quê nós professores e professoras temos que fazer o que os outros pensaram?
Por quê temos que ser tão burocráticos, tão formais e documentados?
A Educação não se resume em conteúdo-assimilação-avaliação. A Educação é muito mais . É patrimônio, é bagagem, é valor. A Educação é participativa.
Nesse caso sabemos que diariamente assinamos um contrato de risco, isso é próprio da nossa profissão. O professor é um ser público e privado que influencia, direciona, oferece oportunidades e promove sucessos e insucessos.
Lidar com muitas individualidades ao mesmo tempo, como faz o professor, requer de nós um equilíbrio muito grande, pois numa mesma sala de aula existem muitas emoções, histórias, conflitos, discussões e comportamentos nem sempre desejáveis. Estamos mediando e canalizando todas essas energias, por isso que digo que ao receber o diploma assinamos também um contrato de risco.
Que nossa sociedade mudou, isso não há dúvidas, que nossa comunidade escolar mudou é conseqüência dessa mesma transformação social, e a nossa metodologia creio eu não sofreu tamanhas alterações. Queremos hoje, em tempos modernos, educar nossos alunos como fomos educados.
Freqüentemente ouvimos as reclamações de professores assustadíssimos que dizem: No meu tempo jamais falaria assim com meu professor, ...No meu tempo o aluno não ficava andando na sala de aula, ...No meu tempo... E as reclamações ganham vultos, os alunos se transformam em quase monstros em tão perdidas observações saudosistas tradicionais, e se ouvirmos um pouco mais de reclamações começamos a acreditar que são os monstros-dicentes que apavoram os professores desprotegidos.
Por isso que digo que não temos que fazer o que os outros pensaram, temos que dar cara, roupa e sapato novo para a Educação e de preferência de grife, pois são as mais aceitas no mercado e na sociedade .Chega de Educação de R$ 1,99.
Temos que fazer a diferença, somos formados para isso, para dizer não, para dizer sim, para mudar, para formar e informar seres humanos. Chega de reproduzir informações, modelos e cidadãos para o mercado de trabalho.
Temos que contribuir, e diga-se de passagem, com afeto e compromisso para que nossos alunos sejam livres, que tenham caráter, que saibam ser patrões e que tenham dignidade em disputar a vida buscando seu crescimento profissional, intelectual e moral.
Não podemos mais escorar na Constituição que diz que a Educação é dever da família. A Educação hoje é dever de todos, pois a família precisa de nós professores para se estruturar, e nós professores precisamos dos filhos da família para exercer nosso brilhante papel de Educadores.
Nossa responsabilidade enquanto profissionais não é apenas a formação de habilidades para as competências, mais de desenvolver inteligências para fazer homens de bem. É preciso dar segurança às nossas crianças que se encontram inseguras e ansiosas.
Nunca nos arrependeremos de termos sidos atores coadjuvantes nesse processo fantástico .
Falamos muito sobre como educar, mas, como professora, não poderia deixar de falar sobre o professor. Se nós cuidamos para o sucesso do aluno, quem cuida do nosso sucesso? Imagino que somos guerreiros solitários que devemos atribuir à nós mesmos nossas glórias e derrotas. Ninguém mais se incomoda com o professor, nossa Classe perdeu a classe, somos mal-remunerados, pouco reconhecidos e pesquisas cruéis mais verdadeiras revelam que 92% dos professores brasileiros estão estressados.
Na Coréia do Sul, os melhores partidos para se casar são professores, pois ganham $6 mil dólares por mês, e no Brasil fala-se que é professor e o pretendente dá no pé. Salvo algumas exceções de maridos e esposas tolerantes, amorosos e persistentes. Ninguém mais acredita que o professor possa sair desse quadro, e digo mais, só cursos de formação continuada e bônus não resolvem e nem elevam nossa auto-estima, existe um componente a mais... que é a valorização salarial do professor, que há muito ficou para traz. Houve um tempo que juizes e professores tinham salários compatíveis. Será que os juizes estão ganhando tão mal como nós?
Aprendemos recentemente que não podemos mais usar a expressão “capacitação” para professor, porque se assim o fizermos acredita-se que até então seríamos incapazes, o mesmo acontece com a expressão “reciclar”, pois só se recicla lixo.
Somos professores e não devemos desistir de lutar por nós mesmos.
Quando digo que não devemos fazer o que os outros pensaram é com a mais pura intenção de que nesse momento histórico que estamos vivendo é preciso arregaçar as mangas e ter coragem para negar toda forma de alienação, opressão e subjugação. É hora de retomar nossa identidade e mostrar que somos sim, professores brilhantes e fascinantes .Ter criticidade e discernimento para resgatar o nosso papel é fundamento básico nessa busca.
Queremos copiar a economia do primeiro mundo e no entanto não modificamos a estrutura educacional do nosso país. A quem estamos servindo? Qual a real intenção da nossa Educação? Que tipo de homens estamos formando? É preciso questionar tudo isso.
Será que existe uma cúpula que pensa a Educação, que cerceia nossos pensamentos e limita nossa liberdade?
Se pretendemos adotar modelos de países de primeiro mundo temos que investir na Educação como fazem esses países. Não dá mais para ficar formando mão de obra barata para esses países, temos que ter ambições também. Não somos abelhas operárias que nascem operárias e morrem operárias. Somos criaturas em ascensão na hierarquia humana e podemos mudar nossas vidas se assim o desejar.
Gandhi é lembrado mundialmente pela sua técnica de resistência não-violenta, muitas vezes foi preso, surrado e exilado porque tinha um ideal, nós professores e professoras deveremos marcar nossa trajetória com algo também grandioso.
Que nossas preocupações com a Educação sejam de caráter humano sem esquecer que há um mundo imenso para ser vivido e sentido. Devemos nos permitir integrar, interagir e modificar esse mundo.
Para não mais fazer o que os outros pensaram, pense você qual o melhor jeito de educar, já que esse é seu papel, professor!!!

Jane Maiolo, é professora da Rede Municipal
de Ensino de Jales. Formada em Letras pela
Unijales e pós-graduanda em Psicopedagogia
pela Fundação Educacional de Fernandópolis.
E-mail: janemaiolo@bol.com.br

Somente Hoje - CHICO XAVIER